Para aliviar o estresse do início do ano, o destino escolhido para passar o feriado da Semana Santa foi Matilde, em Alfredo Chaves/ES.
A sugestão veio do Clube do Turismo e a escolha não poderia ter sido melhor, afinal nossa intenção era relaxar em um lugar tranqüilo,
com alguns atrativos naturais para sair da rotina, e gastando pouco.
Saímos de Vitória na quinta-feira no finalzinho da tarde, e chegamos em Matilde à noite. Uma parte em asfalto e outra em estrada de chão.
Pegando o caminho certo é bem rapidinho. Chegando lá, foi só pegar a chave do chalé, tomar um banho quentinho e dormir.
As opções de estadia em Matilde são os chalés espalhados pelo distrito, os campings, as pousadas e um hotel. Mas na minha opinião nenhuma
das opções é mais charmosa que a dos chalés. Alguns são tão bonitinhos por fora que parecem casas de boneca, mas por dentro são bem
espaçosos e confortáveis.
Em termos de refeição, é possível encontrar comidas caseiras bastante saborosas como polenta com carne moída, purê de aipim,
carré e frango assados, macarronada, além da dupla arroz e feijão. O serviço, em geral, é self-service e os preços bem amigáveis.
Nesses restaurantes também encontramos coisinhas gostosinhas como rosquinhas amanteigadas, biscoitinhos de maracujá e bombons.
Além desses mimos, a parte mais encantadora do passeio é a visita às cachoeiras. Até o caminho que leva à cachoeira é fascinante, formado
por vales, com plantações em que parece que tudo foi pintado à mão. Pelo caminho a gente vê, em algumas partes, a calmaria do Rio Benevente
e, em outras, impressionantes quedas d'água. Em algumas é possível entrar debaixo para sentir a força da água nas costas.
A maior queda é a da chamada Cachoeira de Matilde, onde não é preciso entrar na água para se molhar, porque o impacto é tão grande que para quem
está próximo dela parece que está sempre chovendo. É difícil até fotografar sem sair com a lente úmida. Para os mais corajosos, vale a dica de
subir pelas pedras e ficar atrás do véu de água. Pura adrenalina.
Outro passeio imperdível é o Túnel de Matilde. O roteiro para chegar até lá já é bem interessante. É preciso seguir a desativada linha do trem,
passando por uma ponte que dá um medo danado atravessar e pela antiga Estação de Matilde, um patrimônio histórico da região.
Depois é só entrar numa trilha no meio da mata e lá está a entrada do túnel, que na verdade é uma escadaria de degraus bem altos por onde corre
bastante água.
Em algumas partes é preciso tatear com as mãos e os pés para continuar, porque fica completamente escuro.
Haja preparo físico,
porque não basta descer, depois é preciso subir de volta pelo mesmo local. Eu confesso que na segunda-feira estava com as pernas complemente
doloridas, quase sem poder andar. Nem dorflex, nem torsilax adiantaram. Mas valeu muito a pena. Faria tudo de novo.
Denise Klein Bermudes
Filipe Bermudes