Saí do Caminito já com fome e, aproveitando a indicação de um amigo, fomos almoçar em “San Telmo”, num restaurante chamado Desnível. Realmente a indicação foi ótima. Logo de cara o lugar me pareceu meio suspeito, o tipo de lugar que aqui no Brasil eu não comeria, mas, já que algumas pessoas tinham falado bem, entramos pra provar a tal “parrilla” argentina. Ainda bem que resolvemos entrar, porque a comida é deliciosa e super barata.
Saindo dali pegamos um ônibus em direção ao nosso próximo destino, o bairro de Palermo. Definitivamente um dos lugares mais bonitos de Buenos Aires, cheio de verde e cores das plantas ao longo de seus muitos bosques. Pena que com as manifestações na cidade tudo começou a fechar um pouco antes das 17h, assim acabamos voltando cedo para o hostel.
Mais um dia chegou, e era o último dia na cidade, já que meu vôo de volta pra o Brasil era no dia seguinte e tinha que sair ainda pela manhã do hostel.
Nesse dia fui passear com uma brasileira que conheci lá.
Como Buenos Aires tem a primeira linha de metrô da América Latina e o metrô é todo em madeira, uma atração a parte, pegamos o metrô e fomos até o Congresso Nacional. A Praça do Congresso estava cheia de manifestantes acampados, mas deu pra fazer um passeio tranqüilo.
Saindo da praça do Congresso seguimos até a esquina Carlos Cardel, almoçamos pelas redondezas mesmo, com direito a sobremesa de sorvete Freddo, realmente o sorvete é delicioso.
Dali pegamos um metrô até a “Calle Florida” e fomos seguindo por ela até chegar a “Plaza de Mayo”. Pela Florida foi possível ver diversos artistas se apresentando: ou dançando tango, ou cantando algum tipo de música e até mesmo expondo suas obras.
Como o dia ainda estava bonito e a cidade mais calma, fizemos mais um passeio pelos monumentos ao redor da “Plaza de Mayo”.
No final do dia voltamos pro hostel e fui mais uma vez pro “Roof Bar” reencontrar as diferentes pessoas que estavam lá e me despedir de todos.
Saí do Brasil no dia 06 de julho, já era dia 18 de julho, o tempo passou rápido e eu nem tinha percebido. Já era hora de voltar pra casa.
No aeroporto peguei meu vôo de volta para o Brasil, cheia de boas recordações, lembranças dos lugares visitados e dos novos amigos, já com saudades do que vivi naqueles dias. E ainda trouxe uma certeza na bagagem, de um dia voltar à Argentina para conhecer as outras belezas da Patagônia com uma parada certa na Cidade do Fim do Mundo.